Congresso Extraordinário da CUT e a resistência da classe trabalhadora

07/09/2017 18:36

O Congresso Extraordinário da CUT, que durou 4 dias de debates, terminou sem a data para a greve geral. Em respeito às outras centrais sindicais que estiveram juntas até agora com a CUT, deveria ter sido aprovado minimamente uma proposta de data para a greve geral a ser levada para a reunião com as demais centrais. Mas ao contrário, foi aprovado que vai esperar a definição da data da votação da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Para reafirmar tal indefinição, Vagner Freitas, presidente da CUT disse que “se colocar pra votar, o Brasil vai parar”.

Ora companheiras e companheiros, sabemos muito bem que uma greve tem que ser construída, ainda mais quando se trata de uma greve geral. As três últimas greves que fizemos, tivemos um grande trabalho nas bases das centrais para conseguirmos parar por um dia. Inclusive, o largo tempo entre elas, foi apontado pelas bases como fator de desmobilização.

Esperávamos que esse congresso extraordinário e necessário, devido ao violento ataque que a classe trabalhadora vem sofrendo, trouxesse propostas de mobilização mais eficazes para uma greve geral maior e mais forte que as três primeiras. Mas, infelizmente, o calendário de lutas aprovado foi o seguinte: dia 14 de setembro – Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos e contra a Reforma da Previdência; dia 3 de outubro – Luta em Defesa da Petrobras; dia 11 de novembro, quando entra em vigor a nova Lei Trabalhista, a CUT e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo estarão nas ruas contra essa Lei que retira os direitos trabalhistas da classe trabalhadora. Certamente que essas lutas são importantes e ajudam a mobilizar a classe trabalhadora contra a Reforma da Previdência. Mas, sem a palavra de ordem da greve geral e sem a data definida, dificilmente conseguirá fazer com que a classe trabalhadora atenda ao chamado assim que for marcada a data de votação da Reforma da Previdência.

Diante disso, só nos resta concluir que a CUT está canalizando a revolta e indignação para as eleições de 2018 amortecendo o choque entre as classes. Um grave erro, uma vez que ninguém pode dizer o que irá acontecer nesse país. Não acreditamos que tudo correrá normalmente, até porque os golpistas que se atreveram a tanto para tomar o poder não irão arriscar a perda do mesmo em um simples processo eleitoral. Para a classe trabalhadora a via eleitoral não é a saída para a grave situação de ataques e destruição de direitos.

Por outro lado, não adianta ficar lamentando ou simplesmente apontando o dedo para o erro dos outros sem fazer nada. Os sindicatos de base e partidos de esquerda que entendem a necessidade de uma mobilização maior para derrotar a Reforma da Previdência, precisam urgentemente se dirigir aos trabalhadores nos locais de trabalho, assembleias e em outros locais tradicionais de panfletagem e diálogo para levar a indignação e a vontade de lutar.

O objetivo é conseguir uma mobilização maior das massas sem esperar as decisões da burocracia das centrais sindicais. A partir daí, construir uma mobilização de baixo para cima, que leve as massas a um enfrentamento maior, para impedir a Reforma da Previdência e a partir daí continuar a impor derrotas ao governo golpista. Assim, poderemos então, repetir com sucesso a frase de Vagner Freitas, “se colocar pra votar, o Brasil vai parar”!

  • Revogação da Reforma Trabalhista!
  • Revogação da Lei da Terceirização!
  • Não à Reforma da Previdência!
  • Fora Temer! Fora golpistas!

 

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